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Edu O PDF Imprimir E-mail

Edu_foto_reduzidaCarlos Eduardo Oliveira do Carmo ou como gosta de ser conhecido pelo seu nome artístico Edu O., nasceu em 26 de outubro de 1976, viveu boa parte de sua infância em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano. Em seus primeiros anos de vida, adquiriu a poliomielite, também conhecida paralisia infantil, fato que marcou a sua vida.

Ingressa no curso de Bacharelado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e finaliza a sua graduação em 2001. Possui mestrado em Dança pelo PPGDANCA – UFBA em que desenvolveu pesquisa em relação às Políticas públicas culturais brasileiras para a área de Dança e suas implicações na produção de artistas com deficiência. Em 2004, termina a sua especialização em Arteterapia pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL).

Inicia a sua carreira profissional como dançarino através do Grupo Sobre Rodas, em 1998. Em 1999, é convidado a integrar o Grupo X de Improvisação em Dança, projeto no qual atualmente é o Diretor Artístico e Dançarino e em 1998 funda O Grupo X de Improvisação em Dança. O projeto busca promover trabalhos relacionados à questão da improvisação, através da realização de oficinas e pesquisas que visam entender o processo de criação cênica. Destacam-se, aqui, os espetáculos: O Canto de Cada Um (2003/2004), vencedor do Prêmio EnCena Salvador (2003) promovido pela Fundação Gregório de Matos; Edital Quarta que Dança (2004/FUNCEB); Festival de Arte, Criatividade e Reabilitação na Ilha da Madeira, Portugal (2004). Através do referido grupo foi desenvolvida a montagem Os 3 Audíveis... Ana, Judite e Priscila (2008/2009) , tornando-se um projeto pioneiro de dança para pessoas com deficiência visual e vencedor do Prêmio Klauss Vianna Dança (2007); Edital Tô no Pelô (2008); Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2008); Edital Ninho Reis (2009) .

Desde 2004, participa de um Intercâmbio Brasil/França com Grupo X de Improvisação em Dança e a Cia Artmacadam, o projeto intitulado Euphorico, consiste em uma Residência Artística que realiza trabalhos voltados a técnicas de improvisação em cena, diversas oficinas e palestras.

Interessado na intersecção dança e teatro, Edu O. é o idealizador do espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue! (2006), trabalho este que ganhou sucesso em âmbito nacional e internacional e tornou-se o ganhador de diversas seleções em Editais e premiações, das quais podemos destacar: Circulação de Espetáculos de Dança no Estado da Bahia – Edital Ninho Reis (2009) e Quarta que Dança (2007), ambos da FUNCEB; Edital Ocupação de Espaços da Caixa Cultural (2010); Prêmio Albertina Brasil - MINC pela Petrobras e Escola Brasil (2011).

No ano de 2012, impulsionado por uma trajetória de sucesso, o projeto Judite quer chorar, mas não consegue!, ganha um maior amplitude com a gravação de um audiobook com a narração de Malu Mader. Em 2007 participa do projeto Joy Lab Research espetáculo do coreógrafo americano Alito Alessi, criador do Danceability.

Em 2009, participa da programação do Ano na França no Brasil interpretando o personagem Ariel na montagem do texto A Tempestade, de Shakespeare. Edu O., também foi o produtor artístico e autor Odete, traga meus mortos (2010), o espetáculo possui sua presença registrada no Prêmio Festival Vivadança, no mesmo ano. Com Odete, traga meus mortos tornou-se o ganhador do projeto Demanda Espontânea (2011) ligada à iniciativa Encontros na mesa de chá e do Edital Quarta que Dança promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (2012).

Em 2010, é o idealizador de O Corpo Perturbador montagem esta em que observa-se uma perspectiva diferente dos seus demais trabalhos. Neste projeto, Edu O. buscou abordar a temática do corpo considerado limitado, fazendo com que todos passem a refletir sobre a questão dos padrões estéticos unilaterais, despertando uma nova visão em relação sexualidade que envolve as pessoas com deficiência. O espetáculo é o ganhador do Edital Yanka Rudzka (2009 /FUNCEB)

Em 2010 integra o projeto Unlimited Candoco Dance Company Londres, a produção participa da programação das Olimpíadas Culturais de Londres, a montagem é realizada com as 12 coreografias de Claire Cunningham e Parallel Lines de Marc Brew, com apresentações também na China. Desde 2010 é realizador do Encontro O que é isso? De Dança, projeto que trata de questões relevantes à invisibilidade causada pelos meios de comunicação em relação aos grupos profissionais de dança com pessoas com deficiências e neste ano foi convidado pela produtora Pensamento Tropical a participar de residência artística em Itacaré e Salvador, na programação do Projeto do Ar (Prêmio Klauss Vianna /FUNARTE).

Nasce em 2011, o projeto de intervenção urbana realizada nas praias baianas, Ah, se eu fosse Marilyn! com o qual participou do Edital Quarta que Dança. Dentre outros trabalhos concretizados em 2012, podemos citar: Je t'aime, oficina realizada no Euphorico, e como coreógrafo pelo Grupo X de Improvisação realizou a montagem Pequetitas Coisas Entre Nós Mesmos.

Nota-se, portanto, o engajamento social de Edu O. contra o preconceito cultural brasileiro em relação a condição de um indivíduo diferente, os seus trabalhos possuem como discurso central a desconstrução de símbolos midiáticos, comportamentais e sociais que não ofereçam mudanças e a adaptação de um indivíduo a um sistema regular. Objetiva-se com isto, o despertar de uma consciência que atenda toda uma população de forma inclusiva e não excludente.

 

Clique aqui e conheça mais sobre os trabalhos de Edu O.

 
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