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teatro
Débora Landim PDF Imprimir E-mail

debora_reduzida_2Atriz, produtora, professora, diretora teatral, preparadora de elenco para cinema. Nasceu em Xique-Xique, na Bahia, aos quatro anos foi morar em Feira de Santana até concluir seus estudos do ensino fundamental, indo morar em Salvador para concluir seus estudos do ensino médio e prestar vestibular.

Aos sete anos, ainda em Feira de Santana, através das atividades artísticas propostas na escola Sacramentinas encenava peças e descobria o teatro. Uma professora a incentivou a fazer vestibular para artes cênicas. Mas, sua vinda para a capital baiana tinha como objetivo o vestibular para o curso de medicina. O que não aconteceu. Pois, na inscrição do processo seletivo optou por Interpretação Teatral – Artes Cênicas, em 1990.

Durante as férias, ainda em Feira de Santana, fez duas oficinas, uma com a atriz e diretora Yumara Rodrigues e outra com o diretor Fernando Guerreiro, a quem considera seu padrinho artístico, pelo incentivo.

Em 1991, inicia seus estudos no curso de Artes Cênicas, na Universidade Federal da Bahia, e no segundo semestre encenou a peça, "Leonce e Lena" (1991), dirigida por Yumara Rodrigues, logo depois encenou "Confissões Patéticas" (1992), dirigida por Sérgio Farias, também trabalhou com Deolindo Checcucci nesse período.

Durante a graduação não se limitou, apenas, ao bacharelado, um ano e meio após ingressar no curso, iniciou seu trabalho com crianças. Uma de suas primeiras experiências foi o trabalho desenvolvido com crianças com câncer no GACC, também ministrou aulas em colégios públicos, por exemplo, o Colégio Estadual Manoel Devoto.

Em 1993, encenou "Sem pé nem cabeça", teatro infantil, dirigido por Fábio Espírito Santo, segundo Landim tal encenação foi uma "experiência maravilhosa, um misto de ator com boneco em cena", nessa peça o elenco funcionava como atores, produtores e trabalhavam na construção estética dos bonecos. A primeira temporada foi no Teatro Gregório de Matos e a segunda no Teatro Gamboa.

Após casamento e gravidez, afastou-se da Escola de Teatro, em 1994, retornando em 1995 para concluir o curso; afastando-se mais uma vez, e, apenas regressando em 1997, com convite de trabalho para o Teatro Vila Velha.

Em 1996, encenou "Até delirar", dirigida por Hebe Alves, Landim destaca essa experiência como difícil e de muito aprendizado, pois os espetáculos de Alves refletiam sua pesquisa e nesse momento tinha como estudo a expansão da energia no corpo, ou seja, potencializar a energia com poucos movimentos e perder energia com muitos movimentos.

Após o espetáculo, Hebe Alves a convidou para trabalhar nas Oficinas de Verão, do Teatro Vila Velha, trabalho de produção. Logo após, passou a coordenar e ministrar Oficinas para crianças, que segundo Landim esse trabalho com o público infantil e jovem é de muita fluidez e inspiração. Tornou-se também produtora do Teatro Vila Velha.

Durante a reinauguração do palco do Teatro Vila Velha, retomou sua carreira de atriz, encenando o espetáculo "Um tal de Dom Quixote", com direção de Marcio Meirelles, em 1998. De 1998 a 2003, produziu peças, projetos e oficinas, tais como, "Meia noite se improvisa"; "Teatro de cabo a rabo", viajando pelos interiores; Oficinas do Vila Verão e Oficinas Livres, projeto de formação artística mais aprofundado; e a Companhia Novos Novos (2000).

Do trabalho como assistente de direção, destaca-se; "Sonho de uma noite de verão", direção de Marcio Meirelles, sua primeira experiência de cena, neste período coordenava as Oficinas do Vila e Marcio juntou alunos das oficinas com atores do Bando de Teatro Olodum para encenar o espetáculo (1999); "Pé de Guerra", também direção de Marcio Meirelles e texto de Sônia Robatto, coordenava a Oficina para crianças, e foi após a experiência desse espetáculo que Landim após incentivo de Marcio Meirelles, Sônia Robatto e Marísia Motta, fundou a Companhia Novos Novos, destaca o apoio que teve de atrizes do Bando de Teatro Olodum, como Auristela Sá, Valdinéia Soriano e Cássia Valle na empreitada de 2000.

A peça "Paparutas" encenada em 2000, escrita e dirigida por Lázaro Ramos, Landim ressalta que foi sua experiência mais gratificante como atriz.

Com a Cia. Novos Novos (2000-2013), atuou dirigindo diversas peças teatrais, dentre elas tem-se, "Imagina só – aventura do fazer" (2001); "Mundo Novo Mundo"(2003), espetáculo produzido após viagem a Londres para participar de um debate que reunia jovens de vários países como Palestina e Índia, que estavam em conflito violento e o Brasil que estava em conflito econômico, (2003); "Auto retrato aos 40" e "Alices e Camaleões", refletiam as diferentes formas de ditadura e sobre o fazer arte sem a liberdade de expressão, (2004); "Diferentes iguais", (2006); Cirando do Medo (2007) e "Paparutas" (2012).

Atuou como preparadora de elenco nos filmes, "Esses moços", dirigido por Araripe Junior, (2001), aprendendo o passo a passo da construção de um filme; "Eu me lembro", de Edgar Navarro, nesse filme escolheu o elenco e acompanhou os atores durante o set de filmagens, (2002).

Como coordenadora de projetos, tem-se "Meio dia com arte", projeto da Caixa Cultural, (2002); "Projeto Vila Novos Novos I" e "Projeto Vila Novos Novos II", que buscava extravasar a fronteira do palco, especialmente no segundo ano do Projeto que visava dar um retorno financeiro ao jovem através do fazer artístico, (2005 e 2006); "Artes e Pontes", estabelecendo diálogo e parcerias com projetos que uniam a América do Sul, Inglaterra e continente Africano, preocupando-se em fazer arte e levar reflexão ao público (2008); "Projeto Contos e Cenas – Manutenção da Companhia Novos Novos", (2009).

Em 2004, funda o Centro de Pesquisa Moinhos com profissionais de diferentes linguagens artísticas, pesquisando o fazer artístico com crianças, jovens e idosos; projeto social.

Débora Landim, possui capítulos de livros publicados, "Crianças no palco e na plateia", em 3x Novos Novos – Trilogia infanto – juvenil (2005); "Companhia Novos Novos", em Diferentes Iguais, (2007). E em 2012 lançou o livro A Cena da Novos Novos - Percursos de um teatro com crianças e adolescentes, resultado da sua dissertação de mestrado em 2008.

Seu talento foi reconhecido em alguns espetáculos, tais como, "Um tal de Dom Quixote", Prêmio Copene de Teatro como melhor espetáculo da temporada, (1999); "Pé de guerra", Prêmio Copene de Teatro como melhor espetáculo da temporada, (2000); "Imagina só... Aventura do fazer", Prêmio Copene de Teatro como melhor espetáculo infanto-juvenil, (2001); "Alice e Camaleões", indicação ao Prêmio Braskem de Teatro infanto-juvenil, (2004); "Diferentes iguais", indicação ao Prêmio Braskem de Teatro, (2006); Indicada ao Prêmio Projetos Inovadores na América Latina e Caribe financiado por Cepal e Fundação Kellog, (2007); "Projeto Vilerê, o mês da criança", Prêmio Myruam Muniz de Teatro, (2007); "Ciranda do Medo", Prêmio Myruam Muniz de Teatro, (2007); "Ciranda do Medo", indicada ao Prêmio Braskem de Teatro, (2008).

Foi professora substituta da Universidade Federal da Bahia (2009-2011), no Curso de Licenciatura da Escola de Teatro, orientando trabalhos de conclusão de curso, como, "Uma porta de muitas chaves: diretrizes metodológicas no ensino de teatro com crianças na creche da UFBA", estudante Monalisa Bispo (2010); "A Musicalidade na cena da aula de teatro", estudante Diego Pinheiro Lopes (2011); "Em Cena o jogo da mudança: o teatro como ferramenta de transformação de posturas agressivas em criativas", estudante Iana Nascimento da Silva (2011).

Como examinadora em trabalho de conclusão de curso, destaca-se, "A Violência em cena: o ensino de teatro e a discussão do bullying no ambiente escolar", estudante Edivaldo Filho (2010).

Possui mestrado em Artes Cênicas com a pesquisa "A Cena dos Novos Novos: percursos de um teatro com crianças e adolescentes", ano de obtenção 2008.

Atualmente, Débora Landim, trabalha como arte-educadora de teatro no centro de Educação pelas Artes Hora da Criança desde 1999, é coordenadora e encenadora da Companhia Novos Novos, coordenadora artística do Centro de pesquisa Moinhos no qual encenou em 2012 duas peças O gato Malhado e a Andorinha Sinhá e Capitães da Areia em comemoração aos 100 anos do escritor Jorge Amado, é aluna especial do curso de doutorado na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, cuja pesquisa investiga as estratégias de encenação para crianças e adolescentes.

 

Veja abaixo o video do mais novo trabalho de Débora Landim e a trajetória da Cia Novos Novos.

 

 

 
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